Vera Patury expõe em Brasília
Em seu trabalho, a artista busca retratar diferentes formas
de recomposição da floresta


Foto: Associação Preserve Amazônia

       Após passar pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador a envolvente exposição Mata Atlântica – Paisagens chegou a Brasília. Criado em 1999, pela artista plástica e arquiteta, Vera Patury, o projeto tem por objetivo ampliar a consciência sobre o nosso patrimônio ambiental. Inicialmente desenvolvido com crianças, na cidade italiana de Reggio Emília, no Brasil o projeto já atingiu mais de 30.000 mil crianças. Atualmente também é desenvolvido com jovens, adultos e pessoas da terceira idade.

       Educar, sensibilizar e mobilizar são os lemas da artista, que também é uma ambientalista por ideologia. Em continuidade ao seu trabalho criou outros projetos como A Terra era Azul, o Planeta Água, e Águas e Florestas. Agora está desenvolvendo o Projeto Florestas Brasileiras, onde a conscientização se expandirá para os outros biomas, como por exemplo, a Amazônia e o Cerrado.

       “Seria maravilhoso ampliar o projeto para as outras formas de floresta existentes no País. A conscientização das pessoas sobre a importância das matas para nossa qualidade de vida é o caminho para a mudança de comportamento. Somente com amor poderemos mudar o atual rumo do planeta”, afirmou Vera Patury, durante o coquetel de abertura da exposição realizado no dia 5 de março.

       A Associação Preserve Amazônia, que prestigiou o evento, considera a aliança entre a cultura e meio ambiente uma forte ferramenta de conscientização para a preservação da biodiversidade do planeta. “Acompanhamos o trabalho da Vera Patury há muitos anos. E temos uma afinidade enorme em relação ao cuidado com as florestas. Esperamos em breve, ampliarmos essa parceria, trazendo esse maravilhoso trabalho para Brasília e para a Amazônia”, destacou Fernando Kreppel, Relações Institucionais da Instituição.

       Durante sua visita à Brasília, Vera Patury também realizou uma oficina, no Espaço Renato Russo, com cerca de 30 pessoas. Na ocasião os participantes foram convidados a tecer, com fios naturais e plásticos reciclado, uma recomposição da floresta de mata atlântica. Em seu trabalho, a artista mistura técnicas indígenas com processos e formas contemporâneas. Em junho de 2005, pelo conjunto do seu trabalho em defesa do meio ambiente recebeu o Prêmio Internacional de Arte e Criação, durante o Symposium das Águas, realizado em Cannes, França.

       A exposição Mata Atlântica – Paisagens estará aberta à visitação, na Casa Thomas Jefferson, da Asa Sul, até o dia 27 de março, de segunda a sexta, das 9h ás 21h e aos sábados, das 9hàs 12h. Para mais informações acesse www.ctj.thomas.org.br ou www.verapatury.com.br.