Mudanças Climáticas precisam de mais atenção do Governo Federal

Entidades da Sociedade Civil exigem a elaboração de uma Política Nacional de Mudanças Climáticas para ser apresentada na COP 15

   
Crédito Fotográfico: Divulgação - Associação Preserve Amazônia

            Os negociadores brasileiros, representados pelos ministérios das Relações Exteriores, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia participaram juntamente com Deputados, Senadores e organizações da sociedade civil da Mesa Redonda do Observatório do Clima, realizada nesta quarta-feira (24-06) em Brasília. Com o objetivo de discutir as propostas para as negociações internacionais da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas do Protocolo de Quioto, a Redução de Emissão de Desmatamento e Degradação (REDD) e a Política Nacional de Mudanças Climáticas o encontro demonstrou a urgência de considerar e agregar novas propostas para o verdadeiro desenvolvimento sustentável.

            Consenso no debate, os problemas globais precisam ser resolvidos com ações globais e esforços suprapartidários. O momento atual nos aponta que o grande desafio é acompanhar as mudanças significativas que estão ocorrendo com o clima, com as águas, com as florestas e mais recentemente com a produção de alimentos. Na prática as entidades da sociedade civil organizada cobraram do Governo Federal a elaboração de uma Política Nacional de Mudanças Climáticas para ser apresentada em Copenhague, na Dinamarca, durante a reunião da COP 15.

            Em dezembro do ano passado, o Governo lançou o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que diferentemente de uma política pública não estabelece diretrizes, metas e nem orientações em busca de um desenvolvimento que considere, que no futuro próximo os produtos com altos índices de carbono enfrentaram dificuldades no mercado interno e externo. Atualmente propostas tramitam no Congresso Nacional para regulamentação da questão, mas sem prioridade o Brasil não terá uma proposta concreta para a rodada de Copenhague.

            No decorrer do debate, a Associação Preserve Amazônia manifestou sua preocupação com a falta de um debate sobre o potencial do REDD para alavancar recursos para a implantação de infra-estrutura para o desenvolvimento sustentável e o controle do desmatamento, exemplo construção de eixos ferroviários no lugar das rodovias planejadas para a Amazônia.

            “As ferrovias se apresentam como o melhor modal terrestre para controlar o desmatamento, além das vantagens econômicas e sociais elas propiciam o real controle ao acesso à floresta, favorecendo um ordenamento territorial da ocupação humana”, argumentou o Presidente da Associação Preserve Amazônia, Marcos Mariani.

             Organizado pelo Observatório do Clima em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, com a Frente Parlamentar Ambientalista e com a Fundação O Boticário de Conservação da Natureza, o evento teve apoio da Embaixada Britânica – Brasília, da WWF Brasil, da SOS Mata Atlântica, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e da Comunidade Virtual do Poder Legislativo - Interlegis.